Reflexões sobre o envelhecimento - Persore
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Agosto
 09
2016









Reflexões sobre o envelhecimento

Por: Angelina Feltrin

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o número de pessoas com mais de 60 anos no Brasil deverá crescer mais rápido do que a média internacional. A porcentagem atual de 12,5% de idosos deve alcançar os 30% até a metade do século. A população brasileira está envelhecendo, trazendo consigo importantes transformações na sociedade. Consideremos por exemplo, a necessidade da reformulação da Previdência Social, tão divulgada pela mídia recente.

Em diversos campos profissionais este é um tema em discussão, entre eles, o da psicologia. Embora o envelhecimento seja um processo inexorável e irreversível, nem sempre estamos preparados para enfrentar as mudanças que nos acarreta.Além das questões físicas e emocionais do individuo, encontra-se inserido em uma sociedade capitalista, que pouco valoriza o conhecimento e experiência adquiridos ao longo da vida. É o velho, não o sábio! A velocidade das mudanças, o volume de informações disponíveis e todo aparato tecnológico podem dificultar ainda mais estas transformações.

Judith Viorst em seu livro “Perdas Necessárias” destaca que“o trabalho é o esteio de nossa identidade, a âncora do eu social e privado, define esse eu para si mesmo e para o mundo. Se não tivermos um local de trabalho, um círculo de colegas para manter contato, uma tarefa para confirmar nossa competência, um salário que determine o valor dessa competência, uma descrição profissional que é como uma mensagem taquigráfica que informa aos estranhos quem somos, pode acontecer de passarmos a perguntar, no momento de nos aposentarmos: “Quem sou eu?”.

“Privado de sua definição profissional e da justificativa social, o aposentado geralmente perde status e auto estima. O fim do trabalho é um exilio, se não houver nada para absorver os interesses e as energias da pessoa. E os velhos vivem em uma sociedade onde geralmente não existe nada disso”.

Nessa linha de pensamento, a aposentadoria não é observada como direito conquistado e sim como o momento da mudança de papel social – quase sempre estigmatizado. Os idosos, no Brasil, vivem com frequência angustiados com a desvalorização das aposentadorias e pensões – pela questão econômica em si, mas sobretudo em decorrência da perda de valor social.

Assim, nas organizações, abre-se um novo espaço de atuação para os profissionais de Recursos Humanos, com trabalhos voltados à preparação para a aposentadoria, para aqueles colaboradores em idade de aposentar-se. Um dos exemplos é o“Aposenta – Ação: Programa de preparação para a Aposentadoria” (Dulce Helena Penna Soares, Aline Bogoni Costa, Alexandre Matos Rosa, Maria Lúcia S. de Oliveira).

Penso que projetoscom o objetivo de apoiar aqueles que brevemente deixarão o mercado de trabalho serão essenciais, considerando o envelhecimento dos colaboradores e humanizando as relações pessoais e profissionais.

É importante estar preparado para isso. A Persore, com sua equipe de profissionais, poderá apoiá-lo no desenvolvimento e realização deste projeto. Fale com a gente!







 


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